6 de abril de 2009

[TEXTO] Sobre datas e ócio

Nos livros de história muitas são as datas importantes que vamos acumulando na nossa cabeça durante a passagem pelos bancos de salas de aula, 22 de abril de 1500 foi o descobrimento do Brasil, dia 11 de setembro de 2001 (ataque as torres gêmeas de NY), o Natal é 25 de dezembro (todo ano), representa o nascimento de Jesus Cristo, para quem é católico ou cristão, e representa uma festa de família para quase todo mundo que não é. 7 de setembro de 1822 foi o dia da independência do Brasil e virou data nacional, já nos Estados Unidos é 4 de julho e na França 14 de julho. Tem carnaval, páscoa, dia da mulher, dia do negro, dia do orgulho gay, dia disso e dia daquilo (será que tem dia do designer?). Tem data pra tudo, todo dia tem um santo aniversariando. Mas nós todos temos nossa própria história. Nossa vida daria um livro cheio de datas importantes, cheio de dias decisivos e dias para se apagar da memória.
10 de janeiro, meu aniversário. Nasci numa manhã do longinquo ano de 1967. Mas não está em livro de história nenhum, só no do cartório (bem, já é alguma coisa).
21 de maio de 1995, dia em que nasceu meu único filho, Diogo. Um misto de medo e alegria, acabava-se a vida irresponsável, ali começava a vida de um homem, no caso, de dois.
Muitas outras datas vieram e foram, algumas são mesmo inesquecíveis. Em julho de 1989 conheci a mãe do meu filho e casei com ela no dia 20 de dezembro de 1994. Me separei em 1999, num 1 de novembro, dia de finados (boa data para acabar).
No dia 20 de novembro de 2006 conheci a mulher que mais amei até hoje. Ela nasceu no dia 4 de maio de 1967, mesmo ano que eu, e só 39 anos depois soube da sua existência. Que injustiça, né mesmo? E uma pena, porque foi muito pouco tempo, pois ela veio a falecer no dia 26 de março de 2007, 4 meses depois. Saudades... :(
Datas pra cá, datas pra lá. Agora é abril de 2009, estou com 42 anos e de férias, por isso o ócio me tomou e resolvi escrever no blog. rsrsss (Nossa! quase me esqueci, hoje é aniversário da Júlia, minha afilhada muito querida).
Como já dizia o rei Roberto Carlos em um disco de 1978: "pensando bem, amanhã eu nem vou trabalhar..." rsrssss

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