Hoje estava falando com uma amiga sobre como é interessante quando no passar dos anos continuamos a nos reconhecer em alguns amigos, mesmo depois de muitas mudanças, e em outros não. As escolhas que fazemos na vida nos levam a caminhos diferentes e que nem sempre eram os que queríamos ou planejávamos lá atrás..
Tive também uma estranha e concreta visão em relação ao ente mais querido da minha vida, meu filho. Hoje com 18 anos recém completados, o vi muito diferente do menino que até 3 ou 4 anos atrás vivia dentro de casa, debaixo dos meus olhos, debaixo da minha proteção, debaixo do meu maior amor. E eu me reconhecia neste amor, neste olhar de admiração que ele tinha em mim e eu nele, e do meu sentimento de "pai e filho" em relação a ele.
Mas o tempo passa e tudo isso muda, as vezes só sentimos muito tempo depois, outras mais rápido que gostaríamos.. acontece que o meu filho voou. tem seus sonhos, suas metas de vida, seus hobbies, seus amigos, seus bares preferidos, suas músicas preferidas e tudo mais q nos torna um ser único, diferente dos outros 7 bilhões de habitantes do planeta.. e em tudo isso eu não estou mais presente constantemente, ou pelo menos com a frequência que gostaria de estar. É a demissão da função de prover, da função de ser único. É a aposentadoria de ser pai, e agora ser apenas o parente próximo, daqueles q se vê as vezes, que se fala ao telefone ou na internet, que talvez até prefere-se longe por já não ter tanta afinidade assim.
Bem, talvez não seja nada disso, mas foi assim que me senti hoje.
Fui no quarto dele, vazio. a cama vazia, a mesa do computador vazia..
Estou definitivamente me sentindo vazio.. e triste!
*****
