"noite feliz.. noite de luz.."." blá..blá..blá"
É assim que eu sempre penso esta época hipócrita chamada Natal, um blá..blá..blá generalizado, com sentimentos repetidos pela mídia e pelas pessoas robotizadas, nenhuma reflexão.
Uma musiquinha singela tocando, famílias que pouco se importam uns com os outros trocando presentes, comendo e bebendo juntos, como se tudo estivesse lindo e maravilhoso. Certo é que depois de algumas taças a mais sempre rola um stress, as vezes pequeno e contornável, as vezes daqueles que cagam um ano inteiro, quiçá uma vida.
Bem, mas a mídia continua nos empurrando essa data como se fosse um dia maravilhoso, especial, que resolve pra sempre a vida de todos. Compramos os presentes (fazendo dívidas), nos arrumamos, e vamos para a "festa" com a grande certeza que deveríamos ter ficado em casa assistindo um filme ou o Animal Planet, mas vamos.
Podem pensar que eu sou insensível a tudo isso, não é totalmente assim, aliás, nada é totalmente. O Natal pra mim é só mais um dia comum (até porque sou anti-religião) onde todos deveriam continuar a sua vida naturalmente, fazendo o bem se são de bem, ligando para os seus se isso é comum, ou confraternizando com os amigos se assim desejarem. A obrigação é que me cheira mal. Se se passa o ano todo "cagando um kilo" pras pessoas da família, porque neste dia inventado pela Coca-cola pra vender mais, preciso me unir a eles e trocar palavras de carinho? e com as pessoas do trabalho? porque do Feliz Natal e Próspero Ano Novo? É isso mesmo que eu desejo pra eles? Melhor eles nem saberem o que eu desejo.. hehehe
E a figura do Papai Noel? patética! Um velho gordo de barbas brancas, vestido de vermelho (Coca-cola lembram?) que distribui presentes, mas só para os que se comportaram (ou seja, quem tem grana e está em dia com as propinas), porque nas casas das famílias pobres só chega Natal pela tv, se houver uma.
A minha sensibilidade no Natal é apenas para as rabanadas, o presunto defumado, a torta de nozes, as castanhas, nozes, amêndoas, vinhos, etc. etc. e etc. Essas coisinhas que só no Natal aparecem nas prateleiras dos mercados. Isso sim é Natal. Pra que presente?
O melhor e único presente válido seria não ter que vestir uma máscara, gastar dinheiro com presentes inúteis que serão repassados ou jogados no fundo de uma gaveta, estar na presença de amigos de verdade, aqueles que escolhemos para conviver nos outros 364 dias do ano, por afinidade, por carinho, por amor.
Não preciso de nada pra me agradar. Não preciso de presentes. Não preciso de mensagens de Feliz isso, Próspero aquilo.. Se quiserem fazer algo por mim, façam sempre, todos os dias, em nome de um carinho verdadeiro e não porque a Coca-cola quer ganhar mais alguns milhões de dólares e pintar tudo de vermelho.
Para aqueles que eu amo: Feliz tudo!
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