6 de maio de 2009

[TEXTO-MÚSICA] Mãe-Maria


O nome Maria tornou-se popular com a propagação do cristianismo, como forma latinizada do nome hebraico da mãe de Jesus, Maria (Miriam, em hebraico que significa "rebelião").
Na minha vida este nome entrou na infância através da minha educação católica e depois, muitos anos após, em 2006, quando minha relação com o sobrenatural já estava bastante estremecida, pelas mãos de outro nome, Alana, que me falou de N.Sra. do Carmo ou N.Sra. do Monte Carmelo. Ela foi Carmelita e devota de Santa Teresa de Ávila (Santa Teresa de Jesus) que também era Carmelita.
Alguns meses depois ela me "trouxe" uma Maria do Carmo, que é atualmente a pessoa que me faz procurar entender os vários sentidos do que é ser Maria.
Se Maria é em hebraico "rebelião", pode ser em egípcio "amada" ou "amor". E se maio é mês das mães e Maria é sobretudo mãe, canto a elas, Marias, a minha e a de todos. Se elas são amadas ou causam rebeliões, são bem-vindas. Salvem as Marias, dos santos e dos ateus.

NADA TE TURBE (Santa Madre Teresa de Jesus)
"Nada te turbe, nada te espante, todo se pasa, Dios no se muda, la paciencia todo lo alcanza; quien a Dios tiene nada le falta: solo Dios basta." Eleva el pensamiento, al cielo sube, por nada te acongojes, nada te turbe. A Jesucristo sigue con pecho grande, y venga lo que venga, nada te espante. ¿Ves la gloria del mundo? Es gloria vana; nada tiene de estable todo se pasa. Aspira a lo celeste, que siempre dura; fiel y rico en promesas, Dios no se muda. Ámale cual merece, Bondad inmensa; pero no hay amor fino sin la paciencia. Confianza y fe viva mantenga el alma, que quien cree y espera todo lo alcanza. Del infierno acosado aunque se viere, burlará sus furores quien a Dios tiene. Vénganle desamparos, cruces, desgracias; siendo Dios su tesoro, nada le falta. Id, pues, bienes del mundo; id, dichas vanas; aunque todo lo pierda, solo Dios basta.
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Para não parecer que estou me rendendo a religiosidades, vai uma versão mais pagã. Homenagem a uma Maria menos santa e mais humana, louca de amor, insana de dor, mas uma linda mãe, uma grande amiga e mulher. Essa é pra você Maria do Carmo.

Maria, a louca
(Oswaldo Montenegro) - voz: Deborah Blando

Maria tem fogo na mente
Seu corpo na espera que o dia não passe
Que a noite não venha, pois dorme sozinha
Encolhe o seu corpo de encontro à parede
O gosto salgado de quem já chorou
Lhe rola na face, lhe causa agonia
E por ironia lhe chama Maria...
Maria que até já foi nome da mãe do Senhor
Agora é sem nome
É mãe, seu doutor, mas nem sabe de quem
Só sabe que um dia foi linda Maria
Maria de festa, de noite de dança
De rosto rosado, vestido bonito
Maria prendada que agora é perdida
Maria que chamam de louca
Virou Brincadeira da turma da rua
Soltou gargalhada, deitou na calçada
Deu grito infinito, gemido profundo
De tão contraído seu rosto se abriu
E se encheu de ternura, pois é, quem diria
De louca Maria restou a poesia
Da moça Maria restou a mulher

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